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Simulador do coronavírus na reabertura de ambientes escolares

Arte: Ação Covid-19 acaocovid19.org
Arte: Ação Covid-19 acaocovid19.org
O Simulador de Dispersão do Coronavírus em ambientes escolares na reabertura das escolas do estado de SP

Visando contribuir para o debate público sobre os planos de reabertura das escolas no estado de São Paulo, bem como apoiar as comunidades escolares na compreensão dos fatores que afetam esta eventual medida e qualificar processos de tomada de decisão e de planejamento no nível das escolas, o grupo Ação Covid-19 e a Rede Escola Pública e Universidade desenvolveram um simulador de dispersão do coronavírus em ambientes escolares (www.acaocovid19.org/escolas) e o aplicaram na análise do plano de reabertura progressiva divulgado pelo governo de São Paulo.

Esta Nota Técnica, que acompanha o lançamento do simulador, explica brevemente o funcionamento do modelo, apresenta sua interface e discute os resultados das simulações para quatro cenários distintos, tomando como referências complementares as experiências nacionais e internacionais de reabertura. Também são discutidas as condições de implementação de protocolos e recomendações no caso estudado, o que adensa a compreensão das variáveis incorporadas ao modelo.

Foto: Emma Shulzhenko unsplash.com/@emerson4emma
Foto: Emma Shulzhenko unsplash.com/@emerson4emma
A condição hipotética de reabertura “mais segura” das escolas implicaria no aprofundamento das desigualdades educacionais em desfavor de estudantes e escolas em piores condições

Os dados mostram que a dinâmica de dispersão do vírus é fortemente influenciada pela densidade de pessoas (estudantes e profissionais da educação) nas unidades escolares, ainda que protocolos de segurança e higiene e regras de distanciamento social sejam seguidos pela maioria na escola. As simulações mostram ainda que a dinâmica de infecção só seria evitada em uma unidade escolar caso a quantidade de pessoas presentes no ambiente fosse muito inferior aos 35% do total de estudantes que o governo de São Paulo prevê para a Fase 1 do plano de reabertura das escolas, inclusive para escolas mais dispersas (com área maior e/ou com número menor de pessoas).

Além da inviabilidade prática, esta condição hipotética de reabertura “mais segura” das escolas implicaria no aprofundamento das desigualdades educacionais em desfavor de estudantes e escolas em piores condições.